Sobre
IEKUANA UMA BANDA DE ATITUDE
Fazer arte no Brasil não é fácil e se entrarmos no contexto rock n’ roll, então nem se fala. Essa garotada do rock, como se já não lhe bastasse enfrentar tantas dificuldades para produzir sua arte, vez por outra ainda esbarra no velho preconceito. Mas eles são teimosos. Graças a isso, a cena roqueira vem conquistando um espaço cada vez maior dentro do cenário cultural do Estado.

E é entre esses bravos guerreiros de guitarras metálicas e pedais envenenados que encontramos a banda Iekuana. Definitivamente, uma banda de atitude. Formada por um bancário, um professor, um taxista, um comerciário e um autônomo, a partir de um trabalho sonoro impecável, compõem músicas destinadas a bater nas mazelas do sistema e denunciar desigualdades. Com quatro anos de estrada e muita disposição, Rhayder Abensour (guitarra), Avinashi Jhonatan (guitarra solo), Dant Aliguieri (contrabaixo), Jamil Abensour (batera) e Stalen Bucley (vocal) fazem a moçada delirar com seu rock crítico que não mede esforços quando o assunto é chamar atenção para os problemas sociais.
A banda tem um projeto de CD no qual estão trabalhando e intitula-se “Baseado em fato real”. Os meninos seguem mesmo um estilo linha dura compondo canções carregadas de realidade nua e crua. “Temos os nossos talentos e queremos usá-los para falar o que pensamos, da forma como pensamos. A Iekuana é meio movimento, meio espinha de peixe,” afirma o guitarrista Rhayder Abensour. Com um trabalho bem flexível nos ritmos, vão do nacional ao internacional, usando pitadas de reggae, hip-hop, batida roraimense, um pouco de Nordeste, Bahia e uma boa porção de metal extremo. As composições geralmente são feitas por Stalen e Rhayder e os arranjos ficam por conta de Dant, Jamil e Avinashi. No início os músicos carregavam uma tendência mais pop e leve, resquícios das formações anteriores, mas esta foi logo quebrada pela batida pesada de Adriano (ex-guitarrista da banda) que trouxe um toque mais agressivo, mais trash metal ao trabalho, juntamente com o uso de distorções e influências do hip-hop e do rap trazidos por Stalen. O que fez toda diferença. Já o despojado Dant inspira-se nas levadas de forró introduzindo-as ao rock. Para completar, Avinashi aposta em misturas de estilos variados, como o suingue do samba, compondo algo diferente do comum. Stalen, que prefere letras mais duras e críticas, explica que sua opção é motivada pelos casos de impunidade na sociedade. A música é uma forma de expressar essa indignação, falando sobre os efeitos que a corrupção traz para a sociedade como a miséria, a fome e a prostituição. E para quem tinha alguma dúvida sobre a capacidade dessa turma, fica o recado: vamos respeitar que a galerinha do rock trabalha suado para fazer bonito. Foto: Tana Halu Rhayder Abensour: Se a música é o rio, nós somos os igarapés correndo para esse rio Fazer arte no Brasil não é fácil e se entrarmos no contexto rock n’ roll, então nem se fala. Essa garotada do rock, como se já não lhe bastasse enfrentar tantas dificuldades para produzir sua arte, vez por outra ainda esbarra no velho preconceito. Mas eles são teimosos. Graças a isso, a cena roqueira vem conquistando um espaço cada vez maior dentro do cenário cultural do Estado. E é entre esses bravos guerreiros de guitarras metálicas e pedais envenenados que encontramos a banda Iekuana. Definitivamente, uma banda de atitude. Formada por um bancário, um professor, um taxista, um comerciário e um autônomo, a partir de um trabalho sonoro impecável, compõem músicas destinadas a bater nas mazelas do sistema e denunciar desigualdades. Com quatro anos de estrada e muita disposição, Rhayder Abensour (guitarra), Avinashi Jhonatan (guitarra solo), Dant Aliguieri (contrabaixo), Jamil Abensour (batera) e Stalen Bucley (vocal) fazem a moçada delirar com seu rock crítico que não mede esforços quando o assunto é chamar atenção para os problemas sociais. A banda tem um projeto de CD no qual estão trabalhando e intitula-se “Baseado em fato real”. Os meninos seguem mesmo um estilo linha dura compondo canções carregadas de realidade nua e crua. “Temos os nossos talentos e queremos usá-los para falar o que pensamos, da forma como pensamos. A Iekuana é meio movimento, meio espinha de peixe,” afirma o guitarrista Rhayder Abensour. Com um trabalho bem flexível nos ritmos, vão do nacional ao internacional, usando pitadas de reggae, hip-hop, batida roraimense, um pouco de Nordeste, Bahia e uma boa porção de metal extremo. As composições geralmente são feitas por Stalen e Rhayder e os arranjos ficam por conta de Dant, Jamil e Avinashi. No início os músicos carregavam uma tendência mais pop e leve, resquícios das formações anteriores, mas esta foi logo quebrada pela batida pesada de Adriano (ex-guitarrista da banda) que trouxe um toque mais agressivo, mais trash metal ao trabalho, juntamente com o uso de distorções e influências do hip-hop e do rap trazidos por Stalen. O que fez toda diferença. Já o despojado Dant inspira-se nas levadas de forró introduzindo-as ao rock. Para completar, Avinashi aposta em misturas de estilos variados, como o suingue do samba, compondo algo diferente do comum. Stalen, que prefere letras mais duras e críticas, explica que sua opção é motivada pelos casos de impunidade na sociedade. A música é uma forma de expressar essa indignação, falando sobre os efeitos que a corrupção traz para a sociedade como a miséria, a fome e a prostituição. E para quem tinha alguma dúvida sobre a capacidade dessa turma, fica o recado: vamos respeitar que a galerinha do rock trabalha suado para fazer bonito